E era uma garota perdida. Ela não sabia o que fazer. Perdida e mergulhada em um mar de pensamentos vazios. Morta por dentro e viva por fora. Ela levava a vida assim, com tanta dor, com tanto ódio, com tanto vazio. Pensava na morte mais do que na vida, mas como matar algo que já estava morto? Ela pensava e repensava sobre tudo oque havia feito, sobre tudo que havia falado e dito. Um sentimento de culpa a cercou por um instante. Lágrimas caiam de seu rosto, com um tanto de oxigênio. O oxigênio que nem mesmo ela tinha. Foi tão rápido. Ela só se lembra de ter visto sangue para todos os lados, de seu pulço ardendo, e de suas roupas sujas. Ninguém notou. Ninguém notava, que ela estava morta mesmo estando ali, sentada na cadeira, de frente pro psiquiatra, dizendo “Estou bem”. E, hoje, ninguém nota ainda que por trás daquele sorriso falso, mal inventado, existe uma garota com dor, que precisa de ajuda, mais do que aquela garota que não está bem, e diz isso sem peso na consciência.(e.p.)
why I get so silly, so stupid, cold and without action, is you. your eyes, your lips, you.